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1 – Classifique como conotativo ou denotativo
os fragmentos destacados nos textos abaixo.
Texto A
“Um
pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu
no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar.
Recostou-se então no banco, procurando conforto, num suspiro de meia
satisfação.
Os filhos de Ana eram bons, uma coisa
verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si,
malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim
espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que
estava aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma
cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa olhando o
calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na
mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua
rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque,
crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de
fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo,
tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente vital.
Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as
árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força,
inquietava-se. (...) No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a
raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos
tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como
se tivesse inventado. O homem com quem casara era verdadeiro, os filhos
que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha
como uma doença de vida. (...)”
Amor, Clarice Lispector
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Texto B
No princípio, vocês se lembram dos estudos de
História do Brasil, era aquele negócio de especiarias. Ainda não existíamos,
mas os navios lusitanos já cortavam os mares no caminho do oriente, em
direção às Índias, em busca de noz de cola, noz moscada. Numa dessas
idas e vindas teve aquela das calmarias – é o que eles contam – e fomos
descobertos. Por acaso. Tropeçaram na gente.
Descobertos por povo marítimo e povo marítimo
nós mesmos (sempre tivemos as costas largas), era natural que a medida
marítima, o nó náutico, nos fosse tão importante. Como, daí em diante, foram
importantíssimos para nós os nós da madeira do pau-brasil que exportávamos com
um nó na garganta (sabendo que já exportávamos ecologia), ameaçados pelo nó da
forca portuguesa.
E fomos nos civilizando: nossos índios
aprenderam a dar nó no sapato e na gravata e quando sentiam nó nas tripas
já não se tratavam com os nós das cobras. Ficaram supersticiosos, batendo com
os nós dos dedos (toc! toc!), e, catequizados pelos padres, acabaram aderindo
ao nó matrimonial católico.
Tinha que dar nisso – somos hoje um povo cheio
de nós pelas costas. Desafiados pelo nó do enredo, o nó da questão, nossos
líderes acabaram transformando o nó corredio num nó cego que
ninguém desata. E agora esperamos em vão o nosso Alexandre, aquele que terá
coragem bastante de meter a espada nesse nó górdio.
O resultado? Uma incrível corrupção, um
tremendo “Venha a nós”. Quem paga por tudo isso? Nós outros.
Tem razão o slogan: é um país feito por nós.
Profunda Base Histórica – Millôr Fernandes
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2 –
Informe se nas estrofes abaixo as palavras destacadas estão no sentido
denotativo ou conotativo.
a) “Choram as
rosas
Porque não quero estar aqui
Sem seu perfume ____________________________________________
Porque já sei que te perdi ___________________________________________
E entre outras coisas
Eu choro por ti”
Porque não quero estar aqui
Sem seu perfume ____________________________________________
Porque já sei que te perdi ___________________________________________
E entre outras coisas
Eu choro por ti”
b) “Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal que entorta as ruas _____________________________________
Da minhoca de metal que entorta as ruas _____________________________________
Como um Concorde apressado cheio de força
Voa, voa mais pesado que o ar
E o avião, o avião, o avião do trabalhador”
Da minhoca de metal que entorta as ruas _____________________________________
Da minhoca de metal que entorta as ruas _____________________________________
Como um Concorde apressado cheio de força
Voa, voa mais pesado que o ar
E o avião, o avião, o avião do trabalhador”
c) “Você foi minha cartilha
Você foi meu abc
E por isso eu sou a maior maravilha _______________________________________
No balancê balancê” _______________________________________
Você foi meu abc
E por isso eu sou a maior maravilha _______________________________________
No balancê balancê” _______________________________________
d) “Eu nasci
Há dez mil anos atrás
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E não tem nada nesse mundo
Que eu nãos saiba demais”
e) “Quem
já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu __________________________________________
Porque a vida só se dá __________________________________________
Pra quem se deu __________________________________________
Pra quem amou, pra quem chorou __________________________________________
Pra quem sofreu” __________________________________________
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu __________________________________________
Porque a vida só se dá __________________________________________
Pra quem se deu __________________________________________
Pra quem amou, pra quem chorou __________________________________________
Pra quem sofreu” __________________________________________
3 – Informe se nas frases
abaixo as palavras destacadas estão empregadas em sentido denotativo ou conotativo.
a) Nas ruas, as pessoas andavam apressadas.
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b) As ruas eram cheias de pernas
apressadas. __________________________________________
c) Temos amargas lembranças daquele período
de autoritarismo político. ____________________
d) Era uma pessoa de expressão dura e
coração mole.
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e) Os galhos da imensa árvore sustentavam
os frutos maduros. ____________________________
f)
Os galhos namoravam
os frutos maduros que sustentavam. _____________________________
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